terça-feira, 28 de setembro de 2010

Chupeta, a dúvida cruel

Como uma série de premissas que eu postulei como verdades antes do Gato nascer, o capítulo "chupeta/bico"não foi diferente depois que ele veio ao mundo: tratei de sentir na pele que nem tudo é como a gente deseja, como a gente acredita.

Quando eu trabalhei com saúde pública, há três anos atrás, eu coordenava um grupo terapêutico para gestantes. Uma das coisas que fazia era chamar profissionais da saúde para conversar com as gestantes, e dentre eles, dentistas. Quando eu ouvia sobre os efeitos prejudiciais do bico (no RS é assim que chamamos) dizia: jamais coloco uma coisa destas na boca de filho meu. Achava que era um ato de calar a boca da criança, um ato de violência. Da mesma forma que disse que não gostava de mamadeira,  entre outras coisas. O fato é que a vida me trouxe um tapa de luva bem dado: eu tive que reavaliar meus pré-conceitos.

Gato quando nasceu mamou em livre demanda. O quanto quis, na hora que quis. Ainda falarei a respeito,  mas por hora o que importa é dizer que eu me tornei uma mamadeira ambulante para ele. Se fosse apenas para mamar e saciar suas vontades, até aí tudo bem. Mas tinha horas que emendava uma mamada na outra e ele pendurado. E eu cansada. E ele não necessariamente estava mamando.

Eu entendo e sei que o bebê tem necessidade de contato, e uma das formas de saciar sua vontade é a sucção não nutritiva. Porém deveria ser algo prazeiroso para nós dois, pois acredito que a qualidade da relação depende do bem estar dos dois integrantes do binômio mãe-bebê. Eu amava estar com ele, mas estava ficando muito, muito desgastada em ficar com ele pendurado no meu peito o tempo todo.

Relutei - relutamos, pois meu marido também era contra o bico, já tínhamos acordado a respeito. Até que conversei com uma amiga de infância que é odonto pediatra que se rendeu, da mesma forma, ao uso do bico com a própria filha. Ela disse-me, na época, que o mais importante não é o fato de dar o bico, mas sim saber a hora de tirá-lo. Ainda, que era importante atentar para o formato, o material que é feito.

Relutei mais um pouco, conversei com o pediatra...e pedi ao meu marido para comprar o mal/bendito bico.

Quando ele chegou em casa com o cujo, senti que tinha trazido para casa um intruso. Pode parecer besteira, mas eu me senti mal. Elaborei um luto de uma coisa que eu não queria. Mas sentia que podia fazer bem para todos nós.

Era um bico MAM. Colocamos na boca do Gato. Ele cuspiu fora. Confesso que senti um alívio imenso. Decidimos que não iríamos dar. Meu marido até colocou na boca para saber como era. Um gosto horroroso, diga-se de passagem. E o formato não acompanhava o céu da boca, coisa que minha amiga havia falado.

Seguimos na saga do bebê sugador. Até que decidi apostar, mais uma vez, em outra marca. Segui a experiência da mesma amiga e compramos o bico da NUK, que o formato segue o do céu da boca. Ele cuspiu de novo. Mas insistimos um pouco. Deu certo. O que foi bacana é que quando ele estava/tem cólica, é um santo remédio dar o bico com Funchicória. Ele suga, se acalma. Nestes momentos em especial sabemos que temos este recurso para ajuda-lo a sentir-se melhor. Não é à toa que em inglês se chama "pacifier"e em espanhol, "pacificador"...

Confesso que meu coração fica dividido. Gosto e não gosto da ideia. Mas, acima de tudo, me conforta ter um pouco mais de liberdade por ele não estar pendurado o tempo todo, e quando dou colo, é colo com amor, não necessariamente preciso dar o peito.

O que está claro pra gente é que este acessório teve dia para entrar na nossa vida e terá época para sair. Acho muito feio ver criança de 4, 6, 7 anos ou mais com bico na boca. Sem falar do aspecto psico-afetivo que envolve toda a questão.
Assim, até um ano, no máximo 2, Gato chupará bico, se assim quiser. Se será difícil tirar, bom, aí é trabalho nosso como pais dele.

Tomamos todos os cuidados para manter a higiene dos bicos. Sim, temos mais de um para o caso de cair no chão e ter um limpo até que seja fervido. Temos uma caneca onde os  fervemos por 5 minutos, todos os dias. E uma caixinha própria para guardá-los.

Esta é apenas uma das muitas verdades que teremos que aprender a abrir mão a cada fase da vida do pequeno. Esta flexibilidade é boa para nós e para ele, no final das contas.


Filho,

Mamãe vai te poupar de ter que entregar o bico para o Papai Noel do Shopping, tá? rs
Te amamos muito, mais a cada dia, o que não é uma novidade.

Com todo amor do mundo, Mamãe.





sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Enfim, saímos da clausura!

E aí que saímos de casa sozinhos para um passeio mais longo, né filho? Vamos compartilhar com as nobres pessoas que nos visitam a SAGA que foi? :o)

Comecemos pelo fato de que Papai Gato estava tão medroso de que saíssemos de carro sozinhos que protelou inventou desculpas mil nossa saída o que pôde. Mas Mamãe Gato não aguenta mais ficar em casa amarrada no tronco (drama passageiro) e resolveu enfrentar o mundo! (drama permanente)

Primeiro que pareceu que São Pedro estava de onda com a nossa cara. Íamos colocar o pé na rua e choveu. Tivemos que esperar a chuva passar e lá fomos nós: pega sacola com fralda, etc, etc, coisas da mamãe (chaves, dinheiro, celular, tudo na bolsa do bebê, para economizar bugiganga a mais), cobertorzinho se fizesse frio...E aí mamãe já tava cansada, porque reunir ítens indispensáveis deu um trabalhão (lembre-se do detalhe "mãe de primeira viagem").

Ao colocar o pé na porta, vale lembrar que a mamãe já estava com o c* (coração, filho) na mão. Entramos no carro. Ajusta o Gato (esse é tu, filho!) no bebê conforto. Gato resmunga. Taca chupeta na boca do Gato. Cai chupeta da boca do gato. Tenta de novo. Mamãe desiste. Vamos embora.

Ao sair da garagem Gato mia. Caiu a chupeta e chora. Mamãe para o carro, abre porta, vai para trás, arruma chupeta. Gato quieto. Mamãe com o coração no pé. Seguimos viagem.

Imaginem que essa cena se repetiu muitas vezes. Sem falar nos altos papos que eu ia estabelecendo com ele. Quem estivesse na rua e me visse, ia achar (ter certeza) que sou louca. Tudo isso para ir ao supermercado!!!!

Pausa para reflexão:

A grande questão é: não é possível se isolar do mundo e deixar de retomar a vida normal em algum momento. Ao mesmo tempo, sair com bebê de casa, para uma mãe novata, imagino eu, é muito difícil, porque requer uma logística muito bem estruturada. E mais do que isso, tem horas que não adianta, é importante ter alguém com a gente para dar um auxílio quando bebê chora. Imagina no meio do trânsito de São Paulo, a loucura caótica que é, e o bebê espernear no banco de trás? Como faz? Sem falar que as mamadas do dia são de duas em duas horas. Ou seja, passeio em menor tempo ou dar um jeito de mamar na rua...

Despausa.

Aí, é claro, no supermercado, veio uma senhora dizer que o Gato estava esmagado no sling.  Outra perguntou se ele não estava sufocando. Fiz cara de monstro e seguimos. Não entendo como as pessoas se acham autorizadas a opinarem sobre a sua vida sem que você peça, enfiiiim....
Compramos absolutamente tudo que não precisava. Comprei, inclusive, uma tábua de passar roupas nova. Fiz as compras no automático, tal era a tensão de imaginar que, como choveu, iríamos voltar para casa no escuro. Como eu ia enxergar o Gato pelo retrovisor? Voltei com a luz do meio do carro acesa (abafa).

Voltamos sãos e salvos. Rendeu uma bela dor nas costas, tal era a tensão, mas pelo menos "desenclausuramos"! A questão seguinte é saber como acho coragem pra enfrentar este trânsito com ele de novo, sozinha. Maaaaas como sou gaúcha, "faca na bota", não desisto não! Afinal, Dorflex existe para que? :o)


Ah,  filho, agora que fizeste dois meses, mamãe pode dizer que já sabe um pouco mais do teu Manual de Instruções. Nem frio mais passas!rs

Te amo muito, muito, muito, muito.....A cada dia mais.

Com amor, Mamãe.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Blogagem coletiva: Avós: Ouro e diamante nas nossas vidas!

Filho,

Mamãe tem amigas virtuais que de virtuais não tem nada, sabe? São de carne e osso, cheias de sentimento, inteligentes e companheiras. Acredite, filho, algumas delas te acompanharam desde a barriga da mamãe até os dias de hoje! Uma delas, a Caluzita, da Rede Mulher e mãe, fez um convite para que as mamães do Twitter (um dia eu te explico o que é, prometo) escrevessem sobre as vovós. E aqui vamos nós!


Vovó Tereza e Bivó Irene:


Estas são tua avó Tereza e tua bivó Irene. Presto aqui uma simples homenagem a elas, especialmente a elas pelo carinho que tem por nós, filho! Esta avó que tens, é avó única, e vale ouro! Está longe, mas não por opção. Está cuidando de teu avô doente, mas daria uma mão inteira para estar aqui contigo! A cada ligação me pede para colocar no viva-voz, para que ouças a voz dela e não te esqueças do quanto te ama.  Mamãe tem o peito esmagadinho por vocês não se curtirem tanto quanto deveriam, tal é o amor que sente esta vovó por ti! Para diminuir a distância, ela copia as fotos da internet (auxiliada, por não sabe mexer nestas "modernidades") e manda "revelar", lá no Rio Grande do Sul. Carrega na bolsa, como uma legítima avó, tuas fotos e a mostra para todos, cheia de orgulho! Deus permitirá que esta distância encurte para ela acompanhar teu desenvolvimento, filho. Tenho fé e certeza!

Mas queria ainda me estender para falar sobre uma mulher de diamante.

Eu tive o privilégio, a honra de conhecer uma mulher guerreira, de fibra, filho. Esta mulher é tua bisavó. A tua bivó, como teu papai chama. A bivó Irene. Ela morava na "campanha", como chamam no Rio Grande do Sul, no interior do Estado. Tem uma história de vida muito dura, muito sofrida, mas nada que tolhesse a doçura e o cuidado sensível. Bivó Irene era parteira, daquelas que, em épocas de poucos recursos médico-hospitalares, as mulheres que iam dar à luz procuravam para ter seus filhos. Quando tinha uma criança por nascer, lá ia tua bivó auxiliar no parto. Criou muitos filhos que não eram dela. Amamentou uns quantos desconhecidos. Estranho para hoje em dia, mas especial para aquela época.

Quando tua mamãe nasceu, tua vó precisou retomar o trabalho muito cedo. Foi aí que tua bivó assumiu os cuidados com a mamãe, pequenininha. Foi ela quem me criou, com todo amor do mundo. As lembranças mais doces que tenho da infância são na casa dela, na nossa casa. Os gatos, os cachorros, as brincadeiras, a rotina regrada, permeada por muito amor: tudo garantido e assegurado por ela. Quando ela me levava para a natação, passávamos em frente a uma funerária, que era no caminho. Eu tinha uns 7 anos, e lembro de fazer sempre uma oração pedindo a Papai do Céu para não  levá-la embora, pois era o que tinha de mais precisoso na vida para mim! Pequena que era, acreditava que pessoas pelo simples fato de serem velhinhas, morriam!


Quando casei com teu pai, estava mais do que claro que ela seria quem levaria as alianças. Afinal, ninguém mais especial que bivó Irene para representar as minhas origens e para selar a bênção para a família que iríamos nos tornar ali, naquele momento.









Quando eu vi aquela velhinha entrar naquela capela, carregando as alianças com as mãozinhas calejadinhas, meu coração ficou apertadinho de emoção. Linda, a minha avó, que dizia que achava que não ia ver este momento. Mas ela estava lá. Meu anjo da guarda estava comigo...


E Deus foi ainda mais generoso: permitiu que desta união, abençoada por ela, fosse gerado um  Príncipe, como ela te chama, filho! Quando tu saíste da maternidade ela veio com tua avó para te conhecer. Foi paixão à primeira vista! Encantou-se contigo. Cuidadosa, atenta, tão amada! 
Este foi o segundo grande presente no teu nascimento, poder presenciar este encontro teu com ela, ver o ciclo da vida seguir o seu rumo! 


A gratidão que tenho não pode ser expressas em palavras! Mas fica aqui o registro de todo amor do mundo!!! Que Deus conceda saúde e lucidez a estas avós que são tudo na minha vida, Filho, e desejo que possas sentir a cada dia o que elas podem representar na tua!

Com amor, Mamãe.





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dos sentimentos contraditórios da maternidade

Filho,

Resisiti  para escrever aqui estes sentimentos malucos que passam pela minha cabeça e meu coração, mas entendo que para cuidar de ti, preciso da "razão e emoção" em ordem e escrever é uma forma de organizar as idéias. Permita-me compartilhar com o mundo virtual, então, já que o mundo real resolveu tirar férias de mim :o)

Primeiro, vale a ressalva que não tem nada a ver com o amor que sinto por ti. Pelo contrário, a cada dia te amo mais e me emociono ao ver os teus olhos fixados nos meus enquanto te amamento. Tuas mãozinhas começam a dar os primeiros sinais que os reflexos vão embora e aparecem os gestos intencionais: tu mexes os dedinhos por detrás de meu braço , agarra minha blusa e me olha...Tão singelo, tão puro!

Enquanto te abraço, vou ao espelho  ver a nossa imagem refletida e vejo uma cena que não me permite ainda acreditar: tu estás aqui comigo, tu, meu filho tão desejado, tão planejado! A isto eu dou o nome de felicidade simples, sublime, maior.

Junto com estes sentimentos especiais, no entanto, carrego a dicotomia de quem sempre sentiu tudo por inteiro. Também me sinto só. Nos momentos em que dormes e me pego em contato com o que sinto, percebo o quanto a maternidade traz um quê de solidão. Na maior parte das vezes sinto a solitude, e isto me agrega. Mas a solidão também me visita.

Me pergunto se gostaria que as coisas fossem diferentes. Mas não. Quero, gosto, desejei e desejo este momento contigo como nunca. Não queria estar trabalhando agora, talvez nem com tantas companhias assim, até porque com elas vem os palpites, as críticas e estou dispensando tais contribuições desnecessárias. A questão é que para alguém que usa a palavra como ganha pão, fica com dificuldades quando esta cala para dar espaço para os gestos e o cuidado com um único ser. Quem fala comigo?

Tu, filho. Teus sussuros, tuas vocalizações me preenchem de alegria. É o momento mais especial do meu dia! Mas como eu disse, não tem nada  a ver contigo este desabafo.

Sinto falta de troca, de novidades da vida alheia, de compartilhar tuas aquisições!

Como é uma miscelânea de sentimentos contraditórios, me vejo também exaurida pelo dia corrido, e quando tenho oportunidade de conversar com teu pai quando chega em casa, estou cansada, quero dormir. Família longe, amigos não sei bem onde estão... Somos eu, tu, os gatos da casa, a Balú e o papai quando chega em casa. Somos só nós.

Tudo é passageiro, não queria que as coisas apressassem seu momento de ser. Agradeço por tudo, só que  às vezes dói um pouquinho. Todo mundo tem seus dias, não é mesmo?

Pois então. Por hoje é só. Só, nos dois sentidos :o)

Vou ali te dar um abraço, que esse sentimento acalma.


Com amor, Mamãe.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Coletânea de dicas básicas para mamães de primeira viagem

Filho,

Antes de tu nasceres, mamãe procurou em muitos blogs e sites, dicas de outras mães falando a respeito do que elas consideravam necessário, útil, para cuidar de vocês, bebês. Foi de grande ajuda! Assim, gostaria de compartilhar o que aprendemos com estas mães e o aprendemos no dia-a-dia contigo.

Vamos lá:

1) Quanto ao tecido das roupinhas, de fato, quanto mais fininha a malha, mais fácil é o manejo para vestir o bebê. E mais confortável fica.
     Vale para bodies e mijões. Obs: temos verdadeira loucura pelos tecidos dos bodies da Zara!São mais caros, mas amamos! Tem também os mais baratinhos, que vem de pacote que também vale super. É questão de tocar, esticar e imaginar a mãozinha do bebê passar pela manguinha. Se oferecer resistência, não é tão bom.



2) Fazer estoque de fraldas antes do nascimento do bebê pode ser um problema.
    A gente não sabe que tamanho o bebê vai nascer com precisão. Gato já nasceu já usando fralda tamanho P, imagine se tivéssemos feito estoque de tamanho RN? Outro detalhe: cada pessoa se adapta a uma marca, em função de vários fatores, como anatomia do bebê, qualidade do produto, etc.Ouvi maravilhas de algumas marcas, mas precisei  testar algumas e, ainda, alguns modelos da mesma marca até achar a que mais confiamos.
Ou seja, vale comprar um pacotinho e testar, até encontrar a de sua preferência.
Hoje estamos usando a Pampers Total Confort. Muito boa. Mas não garante 12h de fralda seca, isso é loucura.  Propaganda enganosa.Como disse uma amiga do tuí (qual de vocês foi, meninas?!), imagina a gente ficar 12 horas com o mesmo absorvente?! eca 12x)
Mas tirando esta observação, a fralda é muito boa mesmo. (Pacote com 58 fraldas no Carrefour sai R$ 29,00)



3) A mesma regra serve para a pomada para prevenir assaduras: teste primeiro, para estocar depois.
    Testamos algumas, mas gostamos mais da Bepantol (R$ 9,40). Outras marcas, como Hipoglós e Dermodex, são bacanas mas são pegajosas, e achamos difícil de retirar da pele depois. (e das mãos, o que me dá nervoso)
4) É bom ter roupinhas tamanho RN para as primeiras semanas. Roupa "nadando"é horrível!
     A não ser que o bebê nasça muito grande e não use, vale mesmo ter algumas roupinhas para recém nascido. Gato usa algumas até hoje, com um mês e meio! Ele nasceu com 49 cm e 3.215 kg.
Obs: Lembramos que no Brasil não há um controle padronizando tamanhos de roupas infantis. O "P"de uma loja pode ser do mesmo tamanho que o "RN"de outra. Péssimo.

5) Também vale ter roupinhas de frio e calor, independente da estação.
     Como o clima está louco, e não temos mais as estações definidas como antigamente (mãe dinossaura falando), é bem possível que faça um calor absurdo em pleno invernão, como aconteceu por aqui, de fato. 2 bodies curtos (no caso de inverno) e uma bermudinha ou calça bem fininha já quebram o galho (também no caso de inverno ).

6) Não compre tuuudo que achou que precisaria, durante a gestação, para o bebê, caso você seja mãe de primeira viagem, como eu.
    Espere para sentir a necessidade de alguns ítens, se for possível alguém comprar para você enquanto estiver em casa cuidando do bebê.
Digo isto porque muitas das coisas que compramos não foram sequer utilizadas, porque deliberadamente não fazem a menor falta.

7) Investir em babadores com tecidos absorventes, como algodão, economiza algumas lavagens desnecessárias de roupinhas.
    Regurgitar faz parte, sujar algumas roupas também, mas não todo dia, toda roupa, certo? O babador é um recurso bacana. Pena que não existe uma capa protetora de golfada para pais...
PS1: os de amarrar são complicados, pois podem machucar o bebê. Prefiro os que tem botão de pressão ou velcro. Eu AMO a marca americana Carter's, pra tudo. Mas em babadores tem uns lindos também!
PS2: babadores não substituem as fraldinhas de boca, para ter à mão.  São melhores amigos..rs



8) Uma boa babá eletrônica faz toda diferença.
     Acredito que toda mãe, ao se ausentar 1 segundo da presença do bebê, desenvolve a paranóia de ouvir chorinho de criança. Para não enloquecer de fato, acho bacana ter uma babá eletrônica que dê a segurança que está tudo bem enquanto os pais não estão com os olhos no filhote. Detalhe: algumas babás tem um chiado insuportável, que ninguém aguenta. Assim, ao invés de ajudar a relaxar, enlouquece de vez. Ainda: se é possível gastar bem mais, existem babás com monitor de vídeo, que é possível enxergar o bebê. Meu sonho de consumo materno!

9) Cadeirinha para bebê que vibra rende alguns minutos (talvez hora) de descanso para os braços dos papais!
    Este ítem adquirimos depois que o Gato nasceu. Tivemos dúvida se valia a pena, mas as mamães de meu Twitter me convenceram rapidinho! Agora que Gato está com um mês e meio, passa mais tempo sentado na cadeirinha, ouvindo musiquinha, sem chorar. Enquanto isso, mamãe almoça, sabe?
Aqui compramos a da Fisher-Price (Precious Planet). Não é barata, mas vale cada centavinho, na nossa opinião.


10) Casaquinhos, camisetinhas e blusinhas nem sempre são tão práticos para recém nascido, pois "sobem" e deixam a barriguinha de fora. 
       Tem cada peça de roupinha encantadora nas lojas! Mas a questão que impera no universo dos recém nascidos é a praticidade. Aprendemos a lição! Os melhores amigos do bebê (dos pais, falando a verdade) são os bodies, pois se ajustam ao corpo do bebê super bem!

Enfim, tem muitas coisas que aprendemos e que estamos aprendendo. Adoro compartilhar experiências, pois, como disse, foi assim que achamos o caminho da roça com o cuidado do Gato. Ou pelo menos chegamos até a porteirinha..rs

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Filho, cada dia tu estás mais lindo! E interativo, o que é mais delicioso ainda :)
Com amor, Mamãe.