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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os peitos são meus e quem decide sou eu!

Falar sobre amamentação tem sempre um quê de polêmica associada. Seja por opiniões divergentes, por falta de informação ou por questões culturais.

O fato é que eu decidi desde antes do meu filho nascer que eu o amamentaria exclusivamente até os seis meses. Me informei o suficiente para ter certeza que era o melhor para ambos e porque eu precisava me munir de argumentação para sustentar a minha decisão. Mas para os outros? Não, definitivamente os outros não estão nem aí para suas argumentações. Suas crenças são tão solidificadas que não há espaço para uma posição contrária à sua ou mesmo um aprendizado novo. Suas experiências são sempre as mais corretas. Quem é mãe e deseja/desejou amamentar exclusivamente sabe do que eu estou falando. Tente convencer alguém que introduziu um chazinho, uma frutinha aos 4 meses que não é a melhor coisa para o bebê, depois conversamos.

A questão nem reside no que acabei de dizer, até porque sou da teoria que cada um com os seus problemas, suas decisões, seus acertos. Ademais, ninguém sabe do contexto de vida que cada um vive para chegar até onde está, pensar o que pensa. Respeito é muito importante justamente por isto.

O fato é que comprei uma briga grande para garantir ao meu pequeno filho que ele fosse aleitado até os seus seis meses. Estamos chegando à metade do caminho, graças a Deus. E a mim. E ao pai dele. E ao bebê, é claro.

Sei das implicações desta decisão, especialmente porque vem atrelada a uma série de outras mudanças: voltar ou não a trabalhar, ter claro que meu corpo permanecerá diferente enquanto amamenta-lo (quem sabe os efeitos da prolactina no corpo da mulher entende), permanecer em uma relação de relativa dependência com o bebê, entre outras. É claro que cada uma destas alternativas tem os seus dois lados da moeda. E, para mim, pesam os prós.

Existe uma onda muito forte a favor do parto normal, da amamentação exclusiva, como comentei. No entanto, sou terminantemente contra qualquer radicalismo na defesa de uma posição, especialmente porque segrega pessoas, influencia de maneira negativa e deixa muitas mulheres acuadas, desempoderadas. O que será da mulher que não se sente apta a amamentar seu filho? Vai faze-lo a contragosto, somente para se sentir parte do universo das mães que amam seus filhos? E o valor afetivo atribuido? Melhor amamentá-lo com raiva, contrariada do que oferecer mamadeira com amor? A mulher que tem parto normal é mais poderosa que aquela que se sente segura para oferecer afeto ao seu filho quando planeja o parto e marca a data?

Acredito que "só sabe a dor dos calos quem veste os seus sapatos", como diz um ditado popular. Liberdade de expressão de idéias, de sentimentos, de atitudes. Mas com respeito.

Por isso que digo que eu vou, se assim eu puder, amamentar meu Gato até onde eu achar que é importante. Porque devo. Porque posso. Porque é bom para nós dois.

A favor do respeito às opiniões e decisões de cada mulher, de cada pessoa. Porque somos diferentes e é isto que nos complementa.


Primeira mamada do Gato


Com muito amor.