quinta-feira, 4 de agosto de 2011

365 dias de miados e aprendizados!

Filhote,

Um ano!Trezentos e sessenta e cinco dias de vida!Estás praticamente um adulto jovem!

Não sei se o tempo passou rápido. Às vezes sinto que sim, às vezes não. Dizem para eu te aproveitar ao máximo, porque o tempo voa. Me pego pensando se de fato te aproveito. Me cobro porque às vezes fico olhando no celular enquanto te acompanho brincar. Te dou atenção genuína? -  me pergunto. Mas, no final das contas, sei que te curto e que estou contigo de verdade. O cansaço, a exaustão de quem cuida de um bebê  é natural, e acredito que seja normal a gente não estar com o sorriso no rosto falando mamanhês o tempo todo.

O que tenho a registrar antes das fotos e detalhes da tua linda festa, é o que aprendi neste 1 ano.

Que de fato a gente começa muito exigente com limpeza, tanto das pessoas que entram em contato com bebês pequenos como dos ambientes. E que, com o tempo, a gente relaxa, na medida mais adequada, e se dá conta que micróbios não matam e ainda fortalecem.

Que desenvolvemos um dispositivo que nos capacita a decidir, por nós mesmas, o que é melhor para vocês. Antes de vocês nascerem e bem no início de suas vidas, precisamos vigorosamente de opinião, de um caminho, de esclarecimento para então tomarmos as decisões por vocês. Com o tempo, somos capazes de absorver a informação e digeri-la conforme nossos pressupostos pessoais. Isso é mágico. Este é o empodeiramento materno de verdade.

Que tomamos decisões com um peso incomensurável por vocês, filhos, antes que vocês possam tomá-las por si mesmos. Decidimos os rituias de sua possível religião, decidimos nossos representantes ao escolhermos seus padrinhos, marcamos também algumas possibilidades para seus futuros quando optamos por fazer previdência, plano de saúde. Escolhemos suas escolas, seus amigos e até suas roupas.
E aprendi que não temos como acertar em tudo. Mas que esperamos que compreendam nossas escolhas, uma vez que serão, todas, feitas pensando no seu melhor - ou naquilo que acreditamos ser este melhor.

Que lavamos cada roupa tua à mão, esterilizando tanque, com  lava-roupas especial. Hoje, dá-lhe máquina de lavar. Ou seja, que o tempo seleciona o cuidado viável dentro daquilo que é realmente essencial.

Que a gente paga pela boca quando se vê repetir as mesmas frases que nossos pais, e, além disso, compreende cada uma delas, especialmente esta: quando você tiver filhos, vai entender. Sabe por quê? Por que entendi que a maternidade/paternidade é uma experiência única, e que nem por identificação você compreende o que ela é. Você pode sentir empatia, mas compreender, só vivendo na pele.

Aprendi que o lençol de cima não serve para nada, por mais bordado e lindo que ele seja. E que eu lembro de ter achado isso uma baboseira imensa (assim como a chupeta, balançar para dormir, entre outras).

Entendi de verdade que brinquedo é legal, mas é mais para os pais que para os bebês, já que caixas, tubos, frascos de verdade são muito mais interessantes para vocês. E que, mesmo assim,  compra (pra gente ficar) feliz da vida.

Aprendi o desespero da mãe que o filho não come, do que adoece, de quando não pode estar presente. Ainda, compreendi que existe uma outra chavinha que vira quando somos pais e passamos a nos emocionar com partos, crianças e suas respectivas conquistas e angústias.

Entendi o papel da escola mesmo desde muito cedo. E aprendi que mãe demais intoxica e que de menos prejudica.

Que o medo de perder alguém se torna ainda mais aterrorizante, angustiante, quando temos filhos. Que existem horas que é verdade: queremos empurrá-los para dentro da gente para  protege-los. Ao mesmo tempo, nos tornamos agigantados, imensos quando se trata de defende-los. É como se ativássemos um botão dentro da gente que nos tornasse um Transformer daqueles super ultra imensos e cheios de poderes, saca? (falou a velha mãe aqui... Eu sei que tu nem sonhas do que se trata, mas um dia também explico isso. Pior seria eu dizer que me tornaria um Ben 10).

E que, mais do que todas estas linhas (por que eu sou prolixa mesmo e escrevo pra car...amba), tem coisas que a gente nao consegue traduzir em palavras e só resta sentir. E que sempre cabe mais amor dentro do peito, que transborda, que contagia, que é imenso na sua mais ampla concepção.

E, ó, filho... O mais incrível de tudo é que eu me enquadro na regra universal que diz que, para as mães, os seus filhos são os mais lindos, mais precoces, mais espertos e inteligentes do mundo (mas e tu és mesmo, viu, Filho?)

Que o mundo te acolha sempre com muita alegria e gentileza! E quando não for assim, estarei aqui com meus braços bem abertos para te aconchegar!

Te amo além do infinito, onde os gatos  pulam muros no horizonte do cerrado mais distante!

7 comentários:

  1. Que Deus em sua infinita misericordia abençoe cada vez mais vc e seu lindo filho, aliás essa família linda, embora estejamos distantes pela correira do dia-a-dia vc mora em meu coração.
    tenha dias lindos
    Mil beijos

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  2. Ligiane!
    Que texto mais lindo, me emocionei muito!
    Super me identifiquei, afinal, somos mães e já temos muito em comum!
    Acabei de conhecer seu blog, pelo twitter, e já sou fã!
    Que Deus abençoe seu gato cada vez mais e mais!
    e boa festinha de aniversário, posta as fotinhos que venho conferir!
    bjs
    Angi
    @maedeguri - twitter

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  3. Amiga linda, meus parabens!!! Voces merecem! Amei o post,lindo e emocionante!!!

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  4. Já disse que amo o gato né!
    Passa rápido msm amiga, e como passa, mas eles nos recompensam sempre!
    O texto é lindo!

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  5. Texto lindo, como sempre. Ser mãe é, realmente, um eterno aprendizado.

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  6. Amei o texto, realmente quanta coisa que a maternidade e nossos filhotes nos ensinam...
    ...Parabéns ao Rafael e que Papai do Céu continue abençoando vcs!!! BJS!!!

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  7. Parabéns ao Gato...vai ter filme especial chega em novembro nos cinemas(Gato de Botas)
    Tudo verdade que vc escreveu,nooossaaaaa e como vc escreve bem todos os seus sentimentos que sinto meus também...
    Que Deus abençoe o Gato e dê a voce muita sabedoria sempre!!!!
    Eu entendi muito bem a atitude da minha mãe de querer saber sempre em lugar estávamos,no dia que cheguei do hospital com a Suzana,coloquei ela ali na cama e fiquei olhando, me deu um aperto no coração em saber que aquela vida dependeria de mim para sempre,passou um filme na cabeça...
    Bjs,minha querida...fique com Deus!!!!

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