-Oi, vim fazer as unhas.
-Ah, sim, por ali.
(depois de uma hora: pé esticado, uma mão na mão da manicure e outra embalando o carrinho)
- Ele tá choramingando por que está com fome.
-Não, ele mamou antes de sair de casa, ele tá é cansado.
-Sei bem por experiência própria, é fome. Quando minha filha tinha três meses, chorava muito, aí dei caldinho de feijão e ela dormiiiiiu feito um anjo. A partir dali, começou a comer que era uma beleza! Viu, aposto que seu leite é fraco.
(aqui, um sorriso amarelo com náusea como resposta, seguido de um olhar fulminante)
Conclusão: Transeuntes, manicures, cabeleireiras e afins sabem mais de nutrição infantil do que a Sociedade Brasileira de Pediatria.
Cena 2 - no mesmo ambiente
-Que linda sua filha!
-É menino, chama Rafael.
-É menino? Ah... ELA chora muito?
Conclusão: falta de bom senso é artigo raro.
Cena 3 - no mesmo ambiente (sim, durou uma eternidade)
(empurrando carrinho, de costas, por que Gato estava resmungando quando virado para mim. Entra uma louca, digo, mulher)
-Ah, não está funcionando você embalar, ele está com os olhos beeeem abertos.
-Não é para dormir, senhora.
-Se ficar embalando assim, ele vai ficar mimado. não está certo isso, com meus filhos... (blá, blá, blá, blá - 25 minutos de explicação referentes a como criar um filho perfeito)
-Ahã.
-E olha como ele balança os bracinhos, ele é bem nervoso. (leia-se, aqui, criança de três meses balançando os braços de acordo com as competências da etapa de seu desenvolvimento neuromotor) - (bonito isso, não?)
Conclusão: O conhecimento técnico de transeuntes, manicures e cabeleireiras não se esgota ou restringe: também sabem muito sobre desenvolvimento neuropsicomotor e comportamento.
Psicólogos, por que estudais?
Cena 4 - no cartório
(saindo da cerimônia de casamento civil de uma amiga querida)
-Olha que lindo o Rafael!
-É, amiga, viemos te ver e já estamos indo. Rafa está cansadinho, já, olha como está com sono!
(de repente vem uma mulher, do nada, convidada da noiva e coloca as DUAS MÃOS nos MEUS ombros)
-Pára!
-Como?
-Pára! Não balança ele. Não precisa ficar balançando assim.
(aqui, cara de choque e incredulidade. Viro para o pai do Gato, na mesma hora, dando as costas para a mulher)
-Isso aconteceu?
-É, releva. É louca.
-Moça, deixa eu segurar o bebê?
-Ele tá com sono, com licença. Vamos, amor?
(vácuo absoluto e necessário, e vamos embora)
Conclusão: não bastasse a educação e cuidado coms eu filho não lhe pertencer, seu corpo também passa a ser de domínio público.
Cena 5 - no elevador
-Bom dia.
-Bom dia.
-Qual andar?
-Térreo, obrigada.
-Que lindo!Como chama?
-Rafael.
-Oi, Rafael, vai tomar um solzinho?
-Pois é.
-De quem ele é?
-Como?
-De quem é esse bebê?
-Meu...
-Ah...
Conclusão: Mãe vestida de branco é confundida com babá. Não bastasse a indiscrição das pessoas, o juízo passa também pela vestimenta, categorizando as pessoas pela cor da roupa.
Sindicato de classe, fiscalizai!
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Considerações finais: Paciência deveria ser comercializada sem retenção de receita. Melhor, onde quer que você fosse, deveria ter cápsulas à disposição, para você colocar na bolsa, na necessaire, onde fosse mais conveniente!
Imagine a sala de espera do dentista. Vem aquela senhora na sua direção com aquela mão cheia de dedos pra cima do seu filho. O que fazer? Quase nada! esticar a mão para aquele baleiro à sua direita que contém balinhas de paciência como cortesia. Tomou? Pronto, passou!Diga, há algo mais saudável para sua saúde mental? Melhor que uma bazuca, vai...
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| Dá uma aula de indiferença pra eles, filho! |
Mamãe.

Morri de rir! Mas é a mais pura realidade. Depois o povo não entende porque eu. Tenho receio de sair de casa com a BB.
ResponderExcluirVdd verdadeira amada...
ResponderExcluirmas eu ri...me identifiquei na cena do é menina..rs..passei por isso esses dias...
é a vida, todos sempre tem um palpite...q fazer? indiferença neles.
Bjs...na gata mãe o no gato bb
Sei muuuuito bem como é... todo mundo é mais competente e capaz que a gente. Mesmo quem nunca foi mãe. Incrível! São lições e mais lições com experiências de vida desse povo que devia mais aprender a ficar quieto e não meter o nariz onde não é chamado.
ResponderExcluirEu faço cara de "Ah é? Hummm" e nem ligo mais sabe? mas que enche o saco, enche!
Bj
Hahhahaha..
ResponderExcluirEu ignoro mesmo!
Cápsulas de paciência now!
Serei cliente fiel..
Bjo amiga!
A cena do elevador foi hilária...
ResponderExcluirE temos que nos acostumar com essas coisas todos os dias, cada pérola....
Saudades de vc amadinha
Esse cansaço é normal de mãe...rs
Amei o coment viu???
Ah o arroz quando vc quiser....
Me liga vem sim domingo Júlia completa 9 meses vem aqui....
Lindos dias viu??????????????
Mil beijosssssssssssssss
Juro q foi me dando um nervoso ler isso!kkkkkkkkk
ResponderExcluirComo existe gente sem noção!!!
Eu não tenho mais paciencia, a minha esgotou, povo anda abusado amiga!!!
Adorei a fotinha do Gato no carrinho....é isso aeeee nem olhe pra essa gente kkkkkkk
Ksd nosso encontro heim??A gente tem q se ver antes do Natal...vou falar com a Calu!
Bjuuuuus bom fds
Gentee como existe tanta gente sem bom senso!hahaha
ResponderExcluirJá passei por umas aqui, mas geralmente confundem a Beatriz com menino, tipo, ela toda de rosa " QUE LINDO ELE?COMO ELE SE CHAMA?" ¬¬
Beijos
ahahahhaha a do elevador é a melhor! sempre acontece comigo, acho que a minha cara de criança indigna as pessoas! tinha que ter coragem de responder "eu roubei ele, bonitinho, né?" haahha
ResponderExcluirpost muito divertido, adorei
beijosss