quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A construção do nosso vínculo

   
Filho,

Hoje tu fazes três meses de vida. Coincidiu com o dia da blogagem coletiva, e o tema é Vínculo. Coincidência? :o)

Antes de escrever, eu olhei o videozinho que teu pai fez do teu parto. Posso garantir que o vi com outros olhos. Me emocionei de forma diferente. 

É a primeira vez que eu olho o vídeo e te vejo nas imagens. Quando digo que te vejo, me refiro ao que você realmente é, ao que conheço de você nestes três meses de vida. Antes eu olhava as fotos e enxergava o meu desejo de ter um filho, o que eu esperava que ele fosse, o esboço de uma relação, que estava mais pautada nas idéias que eu tinha a teu respeito do que necessariamente quem você era.

Difícil explicar... Mas o que enxergo hoje ao fazer esta mini retrospectiva é fruto da nossa convivência, das nossas descobertas juntos, do conhecimento que eu e tu estamos adquirindo a cada dia, um a respeito do outro.

Hoje eu vejo as fotos e vejo o meu filho Rafael. Que eu reconheço o seu choro de fome, de cansaço. Que eu sei como provocar um riso, das coisas que lhe chamam a atenção e do que não gosta. Sei a forma como gostas de dormir e como resmungas se não estás daquele jeitinho. Aprendi contigo que nem sempre as coisas tem explicação, e aquele choro sem motivo às vezes não tem motivo mesmo! E que não vou ajudar em nada se insistir no meu velho modo de ser, tentando fazer caber nas minhas explicações racionais pra tudo nesta vida...

Quando eu penso no que ouvia das outras mães que "quando o meu filho nasceu senti o maior amor do mundo", lembro da sensação de culpa, de estranhamento por não entender o que diziam. "Não amo meu pequeno filho assim, será que sou uma mãe desnaturada? Será que por eu não amá-lo mais que a tudo nesta vida eu não sou digna da maternidade?" 

Hoje eu compreendo que eu não sentia tudo isso porque eu precisava te conhecer. Nós precisávamos deste tempo para nos reconhecermos um no outro. Nós precisávamos do nosso tempo para estabelecermos nosso vínculo de amor, de cumplicidade - e de estranhamento também. Uma coisa é fato: a gente não ama aquilo que não conhece.

Hoje eu te amo pelo que construímos. Te amo pelo vínculo que temos. Te amo pela sintonia que desenvolvemos em saber o que cada um está sentindo. Te juro que das vezes que chorei contigo no meu colo, a tua carinha de "interrogação" me fazia acreditar que, mesmo não compreendendo o que acontecia, tu compartilhavas daquele meu momento.

Eu fico imaginando o que eu direi daqui a um aninho, daqui a três, dez, vinte anos, quando o vínculo terá sido alimentado por muitos outros fatores, por outras descobertas, aprendizados... O que eu sei é que cada dia me surpreendo com a capacidade de amar  sempre mais, dia após dia. 

Não imagino minha vida sem ti, meu pequeno, imenso filho. A grandeza do sentimento que tenho por ti me dá força, me dá motivos para ser melhor, pra querer mais nesta vida, para ir muito mais além. Contigo e por ti, Rafa, tudo faz sentido.

Obrigada por me transformar em um ser humano melhor. Obrigada, mais uma vez, por permitir que eu aprenda, da forma mais doce e generosa, as coisas que este plano maior tem para mim, para nós.

E não canso de repetir...Obrigada por ter me escolhido como tua mãe. Faz três meses que a minha conexão com Deus também existe fora do meu peito.






Com todo amor do mundo,

Mamãe.


7 comentários:

  1. Ahhhhh que lindo poxa vida viu sacanagem um psot tão lindo emcionante, cheio de amor e com essas fotos do gato
    |Amiga te amo viu????
    Vínculo é assim pequenas coisas e um amor gigante
    bjussssssssssssssss

    ResponderExcluir
  2. Ai gente, q lindo!
    Ler o que vc escreve é tão fácil, claro, emocionante, sempre.
    Parece que te ouço falar, sem nem mesmo saber como é a sua voz!

    Vc é uma super mãe!

    Parabéns pra vc!
    Parabéns pelo Rafa!

    Parabéns Rafa, pelos 3 meses, que papai do céu te ilumine e abençoe sempre, cada vez mais e mais, e mais...

    Adoro vir aqui!

    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Gauchinha nojenta!!
    Que coisa mais linda que tá esse menino!!

    Morro de saudade de vc! E de vontade de conhecer o Rafa!!
    Vocês bem que podiam passar umas férias aqui, né? Olha que chic!

    Te amo, amiga!

    ResponderExcluir
  4. oi minha linda gaúcha, nossa adorei as palavras deste post, é lindo né esse amor que a gente sente por eles mesmo dentro da barriga mas assim como tu o meu só explodiu quando vi aquela carinha pela primeira vez, quando falava isso pro marido ele não entendi, e eu tambem pensava nossa será que sou fria assim só minha mãe me entendi porque ela me disse que foi assim com ela, e quando passa aquela fase de recem nascido o amor aumenta ate chegar a sufocar a gente, tanto que morremos por eles não é mesmo...
    Acho que este seja o maior vinculo, quando eles saem da nossa barriga, que engraçado isso né...ta lindão o teu gato de botas.


    Adorei as tuas palavras que tu me deixou no meu post, me levantou pra cima...beijocas.

    ResponderExcluir
  5. Que liiindooo!!!
    E que delicinha seu bebê!!!
    Na verdade sinto que vínculo é diferente de amor. Tbm não sentia amor pelos meus logo que chegaram. Sentia algo muito forte, o tal vínculo por tê-los esperado tanto, mas amor, amor mesmo só com o tempo, a convivência, o conhecimento de cada um deles!!!
    E a gente só se dá conta que ama qdo um belo dia a gente olha e sente, bem no fundinho do coração, que não consegue mais viver sem aquela criaturinha!!!

    Grande beijo,

    Cláudia

    ResponderExcluir
  6. Miga! AMO ler teus textos! Tu escreve com tanta sinceridade e tanto coração. Me emociona muito e me deixa com vontade de ter um filho, amanhã! Rs!

    Rafuca! O que é de LINDO esse sorriso, essas covinhas e esse furinho no queixo??? GATÃOOO!!!

    A tia Dé amiau vcs! E admira muito essa família enorme que vcs se tornaram.

    =)

    ResponderExcluir
  7. Q lindo Ligi!
    Gato tá gatão...e esse sorriso? mamãe tbém tá linda!
    É incrível como vamos construindo diariamente esse vinculo e o amor por esses pequenos seres né!
    bjs pra vcs

    ResponderExcluir